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quinta-feira, 29 de março de 2012

As 10 cidades mais sustentaveis do mundo.

  

Se transformar em uma cidade sustentável está longe de ser uma tarefa fácil, mas também não é impossível. Veja a lista Top 10 do mundo, selecionados pelo ((o)) Eco.

Por Luana Caires

Reykjavik é 100% abastecida por energia renovável, foto: Benjamin Dumas


Se transformar em uma cidade sustentável está longe de ser uma tarefa fácil, mas também não é impossível.
((o)) Eco selecionou 10 localidades que podem até não serem ecologicamente perfeitas, mas são exemplos de que é possível diminuir o impacto ambiental de um centro em urbano optando por um planejamento que inclua o verde em sua paisagem e preze por formas mais sustentáveis de organização.
Confira a seguir o que foi ou tem sido feito para tornar essas urbes mais “verdes”.

1. Reykjavik, Islândia
Há mais de 50 anos a Islândia tem se empenhado em diminuir sua dependência de combustíveis fósseis aproveitando seu potencial natural para a geração de eletricidade. Não é de se estranhar que sua capital seja 100% abastecida por energia limpa e de baixo custo. Parte dos veículos da cidade já são movidos a hidrogênio, tendência que deve aumentar ainda mais. O país está investindo pesado nessa tecnologia e pretende se tornar  uma “economia do hidrogênio” nas próximas décadas. No mês passado, foi posto em prática um experimento perto das usinas geotérmicas de  Reykjavik  para testar a viabilidade de se estocar carbono criando emendas de calcário no subsolo. Se tudo ocorrer como esperado, o dióxido de carbono ficará permanentemente aprisionado no solo, o que deve permitir que usinas geotérmicas se livrem dos dióxidos de carbono que elas trazem das profundezas e se tornem efetivamente neutras.

2.Malmö, Suécia
Pioneira na utilização de energia renovável, Malmö também é apontada como a primeira cidade de Troca Justa da Suécia. Ali, o governo tem incentivado o consumo de mercadorias locais produzidas eticamente, promovendo a conscientização dos seus habitantes sobre a importância de se estabelecer um mercado justo e sustentável. A cidade recicla mais de 70% do lixo coletado e os resíduos orgânicos são reaproveitados para a fabricação de biocombustíveis que, juntamente com a energia hidrelétrica, solar e eólica, alimenta o Western Harbor, uma comunidade 100% dependente de energia limpa. Além disso, Malmö possui mais de 400 quilômetros de ciclovias em seu território ­– cinco quilômetro s a mais Copenhague, na Dinamarca–, sendo a cidade sueca com maior número de vias para ciclistas. No ano passado, o uso das bicicletas aumentou 11% e 40% dos deslocamentos relacionados ao trabalho foram feitos utilizando a magrela.

3.Vancouver, Canadá
Líder do ranking das cidades mais habitáveis do mundo por quase dez anos, Vancouver é a cidade norte-americana com amenor pegada de carbono. Mais de 200 parques esverdeam a sua área urbana e pelo menos 90% da sua energia já provém de fontes renováveis. Em 2005, o governo colocou em prática uma estratégia para que todos os edifícios construídos na cidade oferecessem uma melhor performance ambiental. Desde então, disponibiliza para a população todas as informações necessárias sobre como diminuir o impacto de suas residências e oferece incentivos para que seus habitantes façam uso de energia solar. Até 2020, a cidade pretende neutralizar toda a emissão de gases estufa proveniente dos seus edifícios, que hoje são responsáveis por 55% das emissões de Vancouver.
Por quase 10 anos, Vancouver liderou o ranking das cidades mais habitáveis do mundo, foto:R.Fun


4.Copenhague, Dinamarca
Quando o assunto é ecocidade, Copenhague é um dos principais nomes que devem vir à sua cabeça. No ano passado, ela ficou entre as cidades Mais Habitáveis do mundo, de acordo com a classificação da revista Monocle, e faturou o título de Melhor Cidade para Ciclistas. Cerca de 40% de sua população pedala diariamente para se deslocar pela área urbana e foi lá que surgiu pela primeira vez o empréstimo público de bicicletas. Desde 1990, a cidade conseguiu reduzir suas emissões de carbono em 25% e até 2015 o governo pretende transformá-la na ecometrópole número um do mundo. Além do investimento em fontes limpas de energia – lá foi inaugurada, em 2001, um dos maiores parques eólicos marítimos do mundo –, Copenhague é elogiada pelos esforços desenvolvidos na última década para manter as águas de seu porto limpas, local tão seguro que hoje pode até receber banhistas.

5.Portland, Estados Unidos
Ela tem inspirado outros centros americanos a incluir espaços verdes em seu planejamento urbano. Para conservar os áreas vegetativas em sua volta, foi estabelecido um limite para o avanço da urbanização da cidade, que conta com 92 mil acres de  área verde  e mais de 300 quilômetros de ciclovias. Portland foi a primeira cidade dos Estados Unidos a aprovar um plano para reduzir as emissões de dióxido de carbono e tem promovido sistematicamente a construção de prédios verdes. Além disso, cerca de 40% de sua população utiliza ou a bicicleta ou o transporte coletivo para ir ao trabalho e, desde de outubro, o governo recolhe os resíduos orgânicos, que são enviados para centros de compostagem. Hoje, metade da energia utilizada pela cidade é obtida a partir de fontes limpas, como a luz solar e o aproveitamento de resíduos para a produção debiocombustível.

6.Bahia de Caráquez, Equador
A Bahia de Ceráquez é um verdadeiro paraíso para os ecoturistas. Nos anos 90, o local foi devastado ao ser atingido por um terremoto. Então, o governo e  algumas ONGs decidiram reconstruí-la como uma cidade sustentável. Eles desenvolveram programas para conservar a biodiversidade local e controlar a erosão, implantaram esquemas de incentivo à agricultura orgânica e de reutilização  dos resíduos privados e dos mercados públicos na compostagem. É de lá a primeira fazenda orgânica certificada de camarões.

7. São Francisco, Estados Unidos
Ela foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolinhas plásticas e brinquedos infantis fabricados com produtos químicos questionáveis. São Francisco é também uma das cidades líderes na construção de prédios verdes e já possui mais 100 deles. Quase metade dos seus habitantes utiliza o transporte publico ou a bicicleta para se locomover todos os dias e mais de 17% da população faz bom proveito dos parques e das áreas verdes da cidade. Em 2001, os eleitores aprovaram um incentivo de 100 milhões de dólares para o financiamento da instalação de painéis solares e turbinas eólicas e de reformas para tornar as instalações públicas da cidade mais energeticamente eficientes.
São Francisco foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolas plásticas, foto: Billy Gast


8. Sidney, Austrália
A Austrália foi o primeiro país a banir as lâmpadas incandescentes, substituindo-as por modelos mais energeticamente eficientes. Em Sidney, as emissões de gases estufa diminuíram 18% apenas com a reforma de suas instalações públicas. Além disso, lá foi colocado em prática um projeto de uma rede regional de bicicletas que deve unir 164 bairros. Com essas medidas, o uso da magrela triplicou nas áreas em a rede foi instalada. Também foi em Sidney que surgiu a Hora do Planeta, em que toda a cidade desligou as luzes por 1 hora para chamar atenção para o problema do aquecimento global.

9. Freiburg, Alemanha
Desde que foi reconstruída após a Segunda Guerra Mundial, Freiburg vem experimentando o modo de vida sustentável. É lá que se encontra a famosa Vauban, uma vila de 5 mil habitantes criada para servir de distrito modelo de sustentabilidade. Todas as casas são construídas de maneira a provocar o menor impacto possível no meio ambiente, mas ela é conhecida mesmo por ser uma comunidade livre de automóveis e que incentiva modos mais ecológicos de deslocamento. Em Freiburg também existe uma vila totalmente abastecida por energia solar.

10. Curitiba, Brasil
Ela não é chamada de cidade modelo à toa. Seu eficiente transporte público é utilizado por 70% da população e, se consideradas somente as metrópoles verdes, ou seja, centros urbanos de grande porte, Curitiba só perde para Copenhague no índice de menor emissão de dióxido de carbono per capita e para Vancouver no quesito produção de energia renovável. A cidade possui ainda um bom programa de conservação da biodiversidade e de reflorestamento de espécies nativas e tem uma área verde de 51 metros quadrados por habitante.

Fonte: http://www.mundosustentavel.com.br/2011/09/as-10-cidades-mais-sustentaveis-do-mundo/

quarta-feira, 28 de março de 2012

População urbana vai quase dobrar até 2050

LONDRES - A cidades se expandirão em 1,5 milhão de quilômetros quadrados nos próximos 20 anos, afirmaram nesta terça-feira, 27, especialistas em meio ambiente reunidos em Londres para a conferência Planet Under Pressure. A área estimada é equivalente aos territórios da França, da Espanha e da Alemanha juntos.



China tem um dos maiores índices de migração da população rural para as áreas urbanas - Jason Lee/Reuters

Jason Lee/Reuters

China tem um dos maiores índices de migração da população rural para as áreas urbanas

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial passará de 7 bilhões para 9 bilhões em 2050, o que significa que, durante os próximos 38 anos, a cada semana, o mundo terá um milhão de habitantes a mais. Somado à migração de áreas rurais para as áreas urbanas, esse crescimento fará com que 6,3 bilhões de pessoas vivam em cidades em 2050, comparado aos 3,5 bilhões atuais.

"A questão não é se devemos urbanizar, e sim como devemos fazer isso. As cidades densas, desenhadas para serem eficientes, oferecem um dos caminhos mais promissores no que diz respeito à sustentabilidade", disse Michail Fragkias, da Universidade do Arizona.

Fragkias lembrou que, há um século, eram apenas 20 as cidades com mais de um milhão de habitantes no mundo. Atualmente, esse número saltou para 450 cidades, que ocupam aproximadamente 5% da superfície terrestre.

Os debates sobre modelos urbanos foi um dos temas centrais do segundo dia da conferência, onde são discutidas soluções para que o mundo tenha um desenvolvimento mais sustentável - uma preliminar para a Rio+20, que acontece em junho. Aproximadamente 3 mil especialistas, entre empresários, pesquisadores e ativistas, participam da Planet Under Pressure.

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Leia +: http://www.estadao.com.br/noticias/vida,populacao-urbana-vai-quase-dobrar-ate-2050,populacao-urbana-vai-quase-dobrar-ate-2050,853960,0.htm

terça-feira, 27 de março de 2012

Sustentabilidade Empresarial



Você já deve ter ouvido algo como sustentabilidade empresarial, responsabilidade social, preservação do meio ambiente e reciclagem de resíduos e materiais. Concordamos que muitas empresas apoiam e seguem esses conceitos como forma de garantirem uma boa imagem mercado para seus produtos e serviços, visando também o lucro produtivo e ambiental que estarão garantindo.
Hoje a preocupação com o meio ambiente e com a forma que isso influencia tanto nas empresas como nas comunidades humanas, principalmente após as constantes catástrofes climáticas, a humanidade percebeu que algo de muito errado acontecia com o planeta, assim juntaram seus esforços com as empresas e mudaram seus hábitos ambientais, visando a melhoria tanto em nossas ruas e praças quanto na reciclagem resíduos das empresas aproveitando-as de uma melhor forma. Logo, criaram-se grupos de consumidores preocupados em reverter esse processo de degradação acelerada e a consciência da necessidade de preservação começou a se espalhar pelo mundo.



Essa consciência consumidora, digamos assim, acabou criando um diferencial de mercado interessante e poderoso para os produtos de empresas que seguiam as práticas sustentáveis, com essa novidade, muitas outras empresas começaram aderir a sustentabilidade.
Atualmente, encarar a sustentabilidade empresarial como uma necessidade real e premente para todos os portes de empresas é a condição mais básica para qualquer empreendimento de sucesso. As necessidades dos consumidores refletem também a sua visão de mundo e a importância que dão as questões sociais e ambientais. Nosso planeta e a civilização humana não podem mais desperdiçar oportunidades de melhorar e desprezar os danos que foram provocados ao clima e ao meio ambiente.

Sustentabilidade Econômica


 
Lester Brown
É certo que as decisões principais da empresa (produção, gestão, marketing, etc.) estão pautadas pelas variáveis econômicas e principalmente pelo objetivo de se obter lucro. Porém, como nos lembra Lester Brown, a lógica do sistema capitalista tem sido baseada nos conceitos do pensamento liberal (ou neoclássico), cujo modelo econômico é o fluxo circular econômico mecanicista, que consiste na troca da produção e insumos entre os agentes econômicos (famílias, governo e empresas) sem levar em consideração variáveis ambientais, como a geração de resíduos e o ecossistema.
Nos dias de hoje, o lucro continua a ter um papel fundamental (o pilar da sustentabilidade econômica de Elkington), já que sem ele as empresas não sobrevivem; embora hoje a análise econômica já leve em conta as variáveis ambientais, as pessoas atuam ainda de maneira inconsistente: consome-se de maneira cada vez maior e como se não houvesse amanhã. Produz-se como se os recursos naturais não fossem finitos ou como se a capacidade da terra de receber resíduos da produção fosse infinita. Governos não levam em conta que a poluição e outros problemas ambientais são cada vez mais globais.
O que se torna necessário então, é uma mudança de paradigma. É fundamental que seja colocado em prática um modelo econômico que concilie o crescimento econômico com as obrigações ambientais que temos com as futuras gerações, para deixar um planeta mais limpo e com um estoque de recursos naturais satisfatório.
Leia +: http://renovesuasideias.com.br/?p=5


segunda-feira, 26 de março de 2012

Transporte e sustentabilidade!!!!

“Sustentabilidade no transporte, uma exigência e uma necessidade”

por Laércio Bruno Filho
Acessar o que desejamos com o menor custo possível, seja econômico ou socioambiental, tem nos levado a conceber inovadores modelos para transportar pessoas com maior eficiência energética. Um dos modelos mais eficazes que vem sendo gradativamente implantado nos grandes centros urbanos ao redor do mundo é conhecido por BRT - Bus Rapid Transit, em português, Ônibus de Trânsito Rápido.
Criado em Curitiba sob a gestão de Jaime Lerner em 1974, o sistema veio se aprimorando e tem sido replicado como modelo de referência em transporte por diversas cidades do mundo, como Los Angeles, Nova Iorque, Cleveland, Bogotá, Quito, São Paulo e brevemente no Rio de Janeiro e Belo Horizonte. É reconhecido como o modelo de transporte coletivo mais eficaz para cidades com população a partir de 500 mil habitantes.
O sistema funciona em corredores segregados, com paradas predeterminadas ou até mesmo sem paradas intermediárias, operando como um ônibus expresso. Livre dos automóveis, permite velocidade média de 20 a 28 km/hora, o que torna mais eficaz para o usuário a experiência de deslocar-se de um ponto a outro. O sistema convencional oferece uma velocidade média entre 10 e 12 km/hora.
Além disso, o BRT apresenta elevada eficiência energética quando comparado ao transporte realizado por automóvel ou moto. Transporta mais passageiros utilizando menos combustível e emite menos poluentes na atmosfera. Uma motocicleta polui 32 vezes mais e consome cinco vezes mais energia por pessoa transportada do que os ônibus; automóveis poluem 17 vezes mais e consomem 13 vezes mais energia por pessoa transportada do que os ônibus.
Outra grande vantagem é que os ônibus mais modernos podem usar combustível renovável como etanol, energia elétrica (trólebus), biodiesel (B20 e B100 ainda em fase de testes) ou, de forma simultânea, conjugar eletricidade e etanol nos modelos híbridos. Por fim, em fase de testes, há o ônibus movido a hidrogênio. Todos com baixíssima emissão de gases efeito estufa e de poluentes.
Até mesmo quando comparados aos modais VLT – Veículo Leve sobre Trilho e Metrô, o BRT demonstra melhores resultados, seja quanto à resposta ao investimento realizado, quanto ao tempo de deslocamento para o usuário ou ainda à eficiência energética proporcionada.
O estudo preparado por Jaime Lerner Arquitetos Associados apontou o tempo necessário para se percorrer uma distância de 10 km, pelos diversos modais, considerando o tempo de deslocamento até o terminal, o acesso à plataforma e o acesso à rua. Assim o que se apurou foi: o passageiro de metrô levaria 28,6 minutos; de BRT, 26 minutos; de VLT, 34 minutos e pelo sistema de ônibus convencional, 38,4 minutos.
Quando o assunto é implantação do sistema, também o BRT apresenta forte vantagem sobre os outros modais segundo o estudo. Os custos e prazos para implantação por quilômetro para 150 mil passageiros/dia do metrô é de R$ 2,1 bilhões; do VLT custa R$ 404 milhões; do BRT R$ 111 milhões e do ônibus convencional R$ 55 milhões, este último mais barato mas pouco eficiente.
Tendo em vista os eventos Copa de 2014 e Olimpíada em 2016, abre-se uma oportunidade ímpar para que as cidades brasileiras viabilizem projetos de mobilidade urbana. O governo tem dedicado muita atenção a essa questão que é um dos grandes entraves dos municípios brasileiros e tem destinado através da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social recursos da ordem de R$ 6,5 bilhões – dinheiro com baixo custo para a construção de sistemas de mobilidade urbana nas principais capitais. Também o Banco Internacional do Desenvolvimento e o Banco Mundial oferecem linhas de crédito a custos muito baixos.
Algumas cidades-sede já estão se capacitando para acessar esses recursos. É o caso do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, Manaus, Recife, Salvador, entre outras.
Projetos que contemplem o desenvolvimento sustentável nas áreas impactadas pelas implantações desses sistemas serão, sem dúvida alguma, uma das principais exigências nas licitações. Nesse cenário, considerando os estudos elaborados sobre os diversos modais, o BRT se apresenta como a solução ideal. Mais barato, mais eficiente, com infraestrutura menos complexa e de menor impacto ambiental, é a opção adequada a atender a todas as exigências constantes das licitações.
Entretanto, sem um amplo e bem-estruturado programa de gestão que dê forma às políticas de sustentabilidade exigidas nos editais, será inviável a captação desses recursos por parte das prefeituras, empresas ou consórcios interessados.

domingo, 25 de março de 2012

Sustentabilidade empresarial: responsabilidade ambiental, social e econômica

A sustentabilidade empresarial deve se basear em três aspectos básicos: o ambiental, o econômico e o social. A primeira variável diz respeito ao uso racional dos recursos naturais e maximização dos impactos ambientais positivos no ciclo de vida dos produtos, desde a extração da matéria-prima até a sua disposição final. Mais ainda, a empresa tem de preocupar-se também com os impactos ambientais positivos e negativos de sua atividade produtiva. O aspecto econômico trata da sustentabilidade dos negócios das empresas, que devem buscar o lucro e a remuneração do capital. Já o terceiro ponto leva em consideração as políticas de responsabilidade social.

Esse tripé é o que deve orientar os gestores das empresas, promovendo a interação com o meio ambiente, a fim de garantir o acesso das futuras gerações aos recursos naturais; com o mercado, para preservar a competitividade e continuidade da empresa; e com seus colaboradores, levando em conta a responsabilidade social. Temos de lembrar, no entanto, que, antes de mais nada, é necessário montar um sistema de gestão, com objetivos claramente estabelecidos. No momento em se incorpora a sustentabilidade dentro da visão e missão da empresa, automaticamente, essas três vertentes devem ser contempladas.
Atualmente, os modelos de gestão à disposição das empresas, que englobam esses três aspectos, são encontrados nas normas ISO 9001 (Gestão da Qualidade), ISO 14001 (Gestão do Meio Ambiente), OHSAS, ISO 16001 e ISO 26001 (Gestão da Responsabilidade Social).
Porém, apesar desses modelos de gestão serem bastante complexos e abrangentes, aderir às normas, por si só, não garante a sustentabilidade empresarial. Para que esses sistemas trabalhem de maneira integrada e eficiente é necessário uma diretriz única, que é a governança corporativa.
A governança corporativa é a capacidade das empresas de garantir uma gestão eficiente, estabelecendo padrões organizacionais para enfrentar os desafios internos e externos, com vistas a um bom desempenho financeiro, ambiental e social. Em resumo, significa consolidar as boas práticas de board, formando um conselho de administração competente, com controles externos eficazes (auditoria externa de terceira parte), que cooperem com o CEO a fim de obter uma gestão a mais isenta, transparente e eficiente possível.
Isso significa prevenir a adoção de práticas que podem levar as empresas a conduzir sua linha de atuação baseadas em políticas equivocadas. Exemplos comuns são o da pequena empresa onde o proprietário confunda a pessoa jurídica com a pessoa física juntando as finanças num caixa único. Outro caso comum é o da empresas familiares que, em processos de sucessão, desagregam-se em grupos de acionistas que lutam pelo seu controle. Quando conduzidos por critérios não aderentes à governança corporativa, esses embates entre grupos acabam quebrando a empresa.
A governança corporativa é um conceito complexo, mas prepara as empresas para tratar de maneira integrada as restrições advindas do meio ambiente empresarial, das legislações vigentes em um país, das regras de comércio internacional, mercado financeiro, entre outras variáveis. E isso é necessário, pois, cada vez mais, os governos criam regulamentações sobre produtos, relações de consumo, comércio internacional, relações com o mercado e meio ambiente. Isso sem falar nas crises econômicas, especulação financeira, mudanças nos cenários internacionais, competição com os países emergentes, fatores que podem abalar até as empresas mais sólidas.
Todas essas restrições contribuem para tornar mais difícil a tarefa de gerir as corporações com sustentabilidade, no sentido amplo do termo. O uso de modelos de gestão consagrados e normalizados ajudam o administrador a focar sua atenção nesses pontos críticos, que estão fora do controle da empresa. Com isso, ele consegue ter bases mais sólidas para enfrentar as crises e adversidades, pois conta com uma estruturada bem organizada e capaz de dar respostas eficientes às situações adversas.
Daí a importância da governança corporativa, estruturada nas boas práticas de gestão que geralmente evitam atitudes pouco recomendadas como a confusão entre pessoa física e pessoa jurídica, o nepotismo, conflito de interesses, entre outras. E incentiva a consideração aos acionistas e aos stakeholders, a ética na condução dos negócios e o respeito ao meio ambiente e às pessoas.
FONTE: Physis SDA

sexta-feira, 23 de março de 2012

10 dicas para se alcançar a sustentabilidade.

A sustentabilidade é algo que todas as pessoas devem se preocuparem a fazer vão ai algumas dicas de como alcançar ela:
  1. Evite o desperdício de papel e contribua para a redução do corte de árvores e do lançamento dos gases que formam o efeito estufa. Use o outro lado dos papéis como rascunho;
  2. Jamais jogue o esgoto residencial num córrego ou num rio. Prefira construir uma fossa séptica e a cada três ou cinco anos contrate o serviço de coleta em uma empresa desentupidora;
  3. Utilize a água somente o necessário. Só 2,5% da água do Planeta Terra é doce e destes, somente 0,01% é utilizável pelo homem. Portanto, nunca lave uma calçada utilizando uma mangueira. Use um balde;
  4. Ande a pé. Isso evita a queima de combustível e o lançamento de gás carbônico na atmosfera e, consequentemente, diminui o efeito estufa;
  5. Combine com um vizinho ou conhecido para revezar o uso do carro para ir ao trabalho. Assim, um vai de carona com o outro e evita o lançamento de gases poluentes no ambiente;
  6. Use a bicicleta. Além de ser um bom exercício para o corpo humano, ajudando no bom funcionamento do sistema cardiovascular, também é uma boa dica para deixar o carro em casa e poluir menos;
  7. Aproveite a água das chuvas. Contrate um engenheiro ou arquiteto para verificar o melhor sistema de captação para a sua casa ou empresa. Não esqueça de filtrar essa água antes de usá-la;
  8. Aproveite o sol como fonte de energia limpa. Instale painéis fotovoltáicos em sua residência ou empresa e diminua a captação de energia por meios que agridem a natureza;
  9. Reduza o consumo de carne. A produção de carne necessita que grandes áreas sejam desmatadas para a construção de pastos. Além disso, a flatulência desses animais contribui para o aumento dos gases que formam o efeito estufa na atmosfera;
  10. Use sacolas de pano em vez das de plástico. Sacolas de plástico – quando jogadas nas vias públicas – entopem os esgotos e provocam enchentes.

Uma árvore produz 50 quilos de papel. O desperdício de papel aumenta o corte de árvores e produz poluentes extras durante a fabricação